Gente, o que fazer para evitar que sua empresa entre em crise e, se entrar, como sair?

Já deveria estar bem estabelecido que qualquer empresa deve ter sua continuidade protegida continuamente durante toda a sua vida, oferecendo ao cliente algo muito valioso para ele e difícil de ser copiado pela concorrência. O desafio sempre foi e será ter uma vantagem competitiva: ofertar ao cliente algo valioso, porque a oferta atende às suas necessidades verdadeiras e importantes e, além disso, de modo diferente e bem melhor do que o concorrente faz, sempre na percepção do cliente.

Também já deveria estar estabelecido que essa oferta e modo de operar precisam assegurar à empresa lucro, geração de caixa e liquidez, período a período. Especial atenção com o fluxo de caixa decorrente das atividades operacionais (atividades fins da empresa): Ingresso de caixa pelo recebimento de clientes menos egressos de caixa para pagar tudo que a empresa precisa ou precisou para vender e entregar aos seus clientes o que vendeu.

É normal a empresa possuir em seu portfólio, num dado momento, um ou mais empreendimentos (ou linha de produtos) consumidores de caixa na promessa de retornos futuros de caixa. O que realmente importa é a administração do conjunto. Tem que haver no portfólio empreendimentos ou linhas de produtos geradores de caixa que compensem com folga aqueles outros que estão em fase de consumo de caixa.

Neste sentido muito cuidado para não acelerar o crescimento a taxas que desequilibrem a geração de caixa. Cresça mais devagar e preserve o caixa. Muito cuidado com a administração do Ciclo Financeiro ou o equivalente, Necessidade de Capital de Giro, que deve ser mantido baixo durante toda a vida. Ou seja, o resultado da conta Estoque  + Clientes – Fornecedores deve ser mantido em valor baixo. O Ciclo Financeiro,  em dias de vendas, que é a Necessidade de Capital de Giro dividido pela média diária das vendas (ou do reconhecimento da receita decorrente das vendas) deve ser  vigiado período a período e mantido sempre baixo.

Se sua empresa realiza o negócio por meio de projetos/empreendimentos, qualquer decisão de se realizar ou não um dado empreendimento deve passar pelos testes da viabilidade  que devem incluir aqueles que indiquem o impacto no conjunto. Cuidado, considere o conjunto de empreendimentos em realização!  Pergunte: sim, esse empreendimento X  pode dar um excelente retorno, mas qual será o impacto no fluxo de caixa total do conjunto?  Podemos realmente fazê-lo?  O que faremos para proteger o caixa da empresa?  E se as estimativas desse cenário referencial não se confirmarem?

Se sua empresa realiza o negócio por meio de atividades contínuas,  incluindo produção  ou apenas distribuição/comercialização de determinadas linhas de produto, fique de olho nos estoques e na conta clientes.  Quanto mais sua empresa for capaz de gerar lucro com menos estoques e menor valor na conta clientes melhor. Cuidado, estas contas tendem a fugir do controle  facilmente e pressionar o caixa. Pressão no caixa leva a endividamento que leva a juros  e assim por diante, deteriorando a saúde financeira da empresa período a período. Coloque para fora seu estoque e o mantenha baixo, desenvolva uma oferta e modo de operar que faça seu cliente ganhar dinheiro, sua empresa ganhar dinheiro e seus fornecedores ganharem dinheiro. Tudo ganha – ganha. Não existe ganha - perde!

Tudo bem, “mas e se minha empresa já estiver em crise? Com fluxo de caixa negativo há muito tempo, endividada? O que fazer?”

Em nossa opinião o primeiro passo é definir com quem vai se trabalhar, pessoas chave, reuni-las e, com elas, procurar entender a verdadeira realidade dos fatos e arrumar uma maneira de permanecer vivo.  A seguir, uma lista de todos os problemas - efeitos indesejáveis, realmente fatos observáveis -  deve ser obtida com a participação dessas pessoas.

A partir daí, acreditando-se nos princípios da simplicidade inerente e da interdependência na natureza, o que indica que os diversos efeitos indesejáveis estão ligados em relações de causa e efeito, tendo na base apenas um problema raiz causador de todos os outros, o esforço deve ser justamente esse. O de estabelecer as ligações de causa e efeito entre esses problemas até ficar mais clara e completa o entendimento da situação e o problema raiz. Isso é necessário justamente para dar foco ao esforço das pessoas em todos os níveis da administração. Afinal, para resolver os problemas basta que seja resolvido o problema raiz.

É como o bom médico que ouve do seu paciente o relato dos sintomas -  as queixas - e com base em seu conhecimento monta a relação de causa e efeito entre esses sintomas visando identificar a doença. Se necessário pede exames, visando levantar alguns dados não relatados diretamente pelo paciente ou para confirmar seu diagnóstico. Com a doença identificada vem o plano de cura.

Gente, que tal pensar nisso?

Vitória, ES

Manoel Lopes Filho
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