Vamos fazer funcionar o PPCP na construção civil!

O sucesso na construção, pelo menos no que diz respeito ao cumprimento do prazo e do orçamento, depende de aplicar princípios e boas práticas de  PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção.  Se desejar amigo leitor, reflita sobre o assunto.
1.      Realizar a obra com sucesso impõe planejar, programar e controlar a produção;
2.      Querer executar sem antes planejar é atitude primitiva que leva ao insucesso;
3.      Planejar implica reduzir incertezas: São várias as perguntas que devem ser respondidas com planejamento - da mais geral para as mais detalhadas -, por exemplo: Quando a obra deve ser iniciada? Quando deve estar concluída? Quais os grandes marcos?  Quando vamos precisar dos projetos, dos materiais, dos equipamentos, dos prestadores de serviço? Quanto a obra deve custar?  E assim por diante;
4.      Os procedimentos de planejamento, programação e controle da produção devem constituir um processo consistente que esclarece e integra o longo, o médio e o curto prazo.  Por exemplo: Longo prazo, o cronograma geral de execução da obra. Médio prazo, o que deve ser executado no período dos próximos 3, 4 meses, quais restrições precisam ser removidas. Curto prazo, que serviços estarão sendo executados, por quem, no período de segunda a sexta  da próxima semana;
5.      O Planejamento, a Programação, a Execução, o Controle e a Ação para corrigir os desvios de prazos e de custos, no curto e no médio prazo, seguem o método gerencial PDCA, método para gerenciar e obter resultados - Assegurar que a obra seja executada no prazo e dentro do orçamento. As metas de longo prazo, neste caso, não podem ser alteradas. A data de término e o custo da obra precisam estar assegurados;
6.      O processo de Planejamento, Programação e Controle da Produção, precisa ser padronizado, e esse padrão precisa estar alinhado com as boas práticas do setor. Padronizar um processo significa engajar os profissionais responsáveis e impactados pelo processo para discutir e acordar, com eles, os procedimentos repetitivos: o que vai ser feito,  por quem, como, com quais ferramentas, quais são as entregas padronizadas,  para quem, em que formato e em que momento;
7.       Os elementos - entregas e referências auxiliares – de um PPCP eficaz na construtora em negócio imobiliário deveriam contemplar:
a.      O orçamento base, e depois de detalhado, complementado e revisado várias vezes, o orçamento executivo, este válido para a execução da obra. Esses orçamentos devem ser sempre elaborados seguindo uma estrutura padrão - Estrutura padrão do Orçamento - propiciando mais rapidez, assertividade, confiabilidade e aprendizado de todos os profissionais envolvidos;
b.       O Cronograma de execução e as Linhas de Produção (Linhas de Balanço) da obra, que também devem ter seus elementos padronizados: Estrutura de Decomposição do Trabalho (EDT), Plano de Ataque/Sequência de Execução/Relacionamento entre as atividades e Tempos de Execução das atividades,  todos padronizados. Mais uma vez propiciando mais rapidez, assertividade, confiabilidade e aprendizado de todos os profissionais envolvidos e criando cultura;
c.        Na execução, serviços não devem ser acelerados ou retardados, devem seguir o ritmo determinado. As Linhas de produção devem mostrar claramente os serviços que devem ser executados juntos, o que deve ser executado na “subida da construção” e o que deve ser executado na “descida da construção”, a defasagem de tempo entre iniciar um pacote de serviços e iniciar o pacote sucessor, de modo a garantir o fluxo na execução dos serviços. Isso, aplicado na execução da obra com disciplina, combate as interrupções, a correria num dado momento e a lentidão em outro, os tempos parados, os sucessivos desmontes das equipes de trabalho, etc. Ao combater tudo isso, os efeitos na produtividade e na qualidade são muito positivos;
d.      As agendas de aquisição de materiais, de contratação de serviços e de elaboração de projetos. Tudo isso, subordinados ao cronograma geral de execução da obra, respondendo objetivamente, a partir das datas limites para entrega do material, do projeto ou da data em que determinado empreiteiro tem que iniciar um serviço, quais as datas limites para acontecer todos os eventos predecessores nos processos de adquirir materiais, elaborar projetos e contratar serviços;
 
e.       O Plano Executivo do mês e um Lookahead  de pelo menos mais 2 ou 3 meses, plano móvel, de visão de médio prazo, em que a cada mês, acrescenta-se mais um mês, até a conclusão da obra. Isso permite fixar claramente a meta mensal - o que tem que ser executado no mês - e também, a partir da visualização do que tem que ser executado nos próximos meses, permite identificar as restrições que precisam ser removidas para não interromper a execução. Restrições são, por exemplo, projeto, material, equipamento, RH ainda não disponíveis,  atividade predecessora ainda não concluída, etc. Associado ao Lookahead, estará o plano de ação indicando o que precisa ser feito, por quem e  o prazo para resolver a restrição.
f.         A programação de execução da semana, de segunda a sexta feira,  elaborada e apresentada de maneira conveniente ao usuário: gerente da obra, técnicos da obra, empreiteiros, etc. Este último elemento de planejamento é operacional e nele só deve estar incluído serviço a executar para o qual não há mais restrições a serem removidas. Deve ser elaborada ou no mínimo discutida e revisada, semanalmente no canteiro, com a participação dos responsáveis diretos pela execução e movimentação de material na obra até a frente de serviço (técnico ou encarregado, TST, equipe de apoio). No fechamento de cada semana devem ser calculados os indicadores PPC (Percentual do Planejado Concluído), estratificados da maneira apropriada, por exemplo: geral da obra, por técnico, por empreiteiro, etc;
g.      É responsabilidade do líder  engajar as pessoas para cumprir as metas de curto, de médio e de longo prazo. Nada melhor que o exercício conjunto de programar, monitorar a execução, conferir os resultados e agir nos desvios diariamente. PDCA diariamente em todos os níveis e horizontes de tempo;
h.      Planilha para medir produtividade na obra. Acompanhar cronologicamente, e de forma devidamente segmentada, por serviço, por equipe, etc, a produtividade no canteiro é fundamental para agir assertivamente no sentido de elevá-la. Em tempos de competição acirrada, trabalhar para elevar a produtividade tornando a execução mais fácil, rápida, “leve” para o executante é fundamental. Todos nós merecemos ganhar mais e a saída é sermos capazes de fazer muito mais com menos. Menos tempo, menos material, menos gente. Somos Brasil, infelizmente pouco produtivos. Vamos procurar conhecer a produtividade e agir para melhorá-la?
i.        O Relatório de Progresso Mensal da Obra, preparado pelo setor de PPCP, a partir das Medições/Apontamentos sistemáticos, coletados na obra, indicando a posição da obra quanto ao prazo e quanto ao custo. Desvios de prazo – quanto a obra deveria ter avançado até a data? Quanto de fato ela avançou? Qual a diferença?
Desvio de custo- Quanto o serviço realizado deveria custar? Quanto de fato o serviço realizado custou? Qual a diferença?
Existindo desvios de prazo ou de custo, onde estão os problemas, quais ações estão ou estarão sendo tomadas? PDCA de novo! 
 
Um abraço a todos e mãos à obra, façamos o processo de PPCP funcionar!
 
Vitória - ES - 06/04/2014
Manoel Lopes Filho
© 2014 Lopes Consultoria Empresarial LTDA - EPP
MANOEL CONSULTORIA
Rua Darcy Grijó, 50, Ed. Madson Office Tower, Sala 608
Jardim da Penha, Vitória/ES - CEP: 29.060-500
Siga nossa redes sociais: FAcebook Linkedin Youtube
Desenvolvido pela: Aldabra criação de website